quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O country alternativo de Pedrinho Grana e os Trocados




Já fazem alguns anos que pipoca a expressão “rock caipira” para rotular bandas alternativas que mesclam elementos do folk, country music e rock ‘n’ roll em sua sonoridade. Contudo, é raro falarmos de bandas independentes nacionais que tenham uma proposta clara e bem definida de composições que remetam ao influente estilo músical que nasceu em Nashville, cidade americana do estado do Tenesse: A música country.
Pedrinho Grana & Os Trocados é uma “super-banda” formada por um compositor apaixonado por John Cash e mais três excelentes músicos que criaram uma aural fiel ao estilo consagrado por Cash, Willie Nelson, Dylan e aqui no Brasil pelo mítico Raul Seixas.O grupo lançou em 2009 seu primeiro álbum – trabalho este ficou um pouco escondido aos olhos e ouvidos de quem se interessa pela nova música mas fica perdido no turbilhão de lançamentos que só o google pode achar.

Abaixo publico uma entrevista com Pedrinho Grana – o personagem por trás desta peculiar banda. Nela o compositor fala um pouco da história de seu nome artístico e de como foi a produção do primeiro disco da banda, “A Aurora do Deicida” .

1- Como surgiu este curioso nome artístico?

Pedrinho Grana: Quando ouvi Johnny Cash pela primeira vez, senti como se estivesse esperando pra escutar aquilo desde que eu nasci. Quando fui gravar minhas primeiras composições countries, fiz essa tradução cretina de brincadeira.

2 – A banda que te acompanha foi apelidada de “Trocados”. Nesse grupo participam dois músicos que tocam com outras ótimas bandas (Sapatos Bicolores e o The Pro). Como nasceu essa parceria? E como surgiu a fabulosa resenha do myspace que “apresenta a banda’?

Pedrinho Grana: Nós já somos amigos desde antes de existir Sapatos ou The Pro. Na verdade, essa banda se deve ao André Vasquez, do Sapatos. Eu mostrei as músicas pra ele, e ele se amarrou e chamou todo mundo: o Guigo e o Nandico, que é um baixista fenomenal. Essa banda é muito foda!
Aquela resenha surgiu do meu grande tempo livre e do meu gosto por história.

3 – A banda já lançou algum álbum ou EP? Achei uma referência a umdisco lançado ano passado…como ele se chama ? A produção foi ‘caseira?

Pedrinho: Nós lançamos o álbum ano passado, chamado “A aurora do deicida”. A produção foi semi-caseira: gravamos na casa de um amigo que montou um estúdio, Gustavo Bill, do estúdio Macaco Malvado.

4 – Pelo estilo das composições se percebe que você deve gostar muito e folk (arriscaria dizer até country music). Quais referências ou influências você sente estarem presentes na sonoridade de suas canções?

Pedrinho: Eu amo country; country novo, velho, alternativo ou mainstream. Só escuto country, dia e noite. Meu cantor preferido é o Gram Parsons, do Flying Burrito Brothers.

5 – Você já ouviu falar de Charme Chulo? Ou de outras bandas
alternativas que se arriscam por esse terreno do folk/country music no Brasil?

Pedrinho Grana: Já ouvi Charme Chulo. Achei bem legal, mas nunca ouvi um disco deles. Um cara bem legal de country no Brasil é o Tor, do Zumbis do Espaço, no projeto solo dele. De folk? Hum… A Mallu Magalhães é legal. Agora, os melhores countries já gravados no Brasil são de um baiano chamado Raul Seixas.

6 – Se puder, me indique alguma banda nova!
Pedrinho Grana: Escute “Marcelo Mendes e os Bacanas” e “Lulina”.
Fonte: Rock 'n' Beats / Colunas / Descobertas / 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Drumless Outlaw Country? É, Mary Lee & The Sideburn Brothers




Mary Lee & The Sideburn Brothers conta com uma formação rústica apenas com guitarra, baixo acústico e violão. Certa vez chamado de “Johnny Cash de saias”, a banda não esconde a grande influência do mesmo. Não podendo esquecer de Loretta Lynn, Hank Williams, Wanda Jackson, Willie Nelson, Waylon Jennings, dentre tantos outros.
Desde o início até hoje a banda sofreu alterações na formação, mas a essência do som continua o mesmo. Com 2 anos na estrada a banda já percorreu boa parte do Brasil, tocando em vários estados e cidades conquistando cada vez mais o público e é claro sempre fazendo bons amigos no meio do caminho. Seu repertório conta com várias canções próprias e também algumas versões bem energéticas de artistas fora do contexto country, tais como: Cindy Lauper; Ramones; Danzig entre outros.
Em junho desse ano de 2011 participou do 5º RED FOOT STOMP – Festival de Country; Rockabilly & Psychobilly, onde o publico pôde conferir cinco bandas por dia e duas atrações internacionais, sendo dois dias de festival. Uma das atrações internacionais, Bob Wayne (Nashville, Tennesse), teve integrantes da Mary Lee & Sideburn Brothers em sua banda de apoio.
Sua formação atual é: Mary Lee no violão e vocais, El Bufo no baixo acústico e João Lennon na guitarra.
Vale à pena conferir!