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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Violeiros Matutos - Bão sem quantia!


Fabíola Mirella
Violeiros Matutos é um grupo de cantores e violeiros formado em 2002, com dois CDs gravados: Violeiro Matuto e Terra Brasil. O primeiro, traz arranjos próprios para os grandes clássicos da música de raiz, como: Velha Porteira, Tardes Morenas de Mato Grosso, Meu Primeiro Amor, Vaca Estrela e Boi Fubá entre outros.
O álbum intitulado “Terra Brasil”, de 2009, traz composições inéditas, em sua maioria de integrantes do grupo, tais como: Brincadeiras do sertão (Sérgio Penna) Pagode do Tião (Fabíola Mirella), Terra Brasil (Sérgio Penna) título do álbum, Tempos atrás (Sérgio Penna). Bom também, são as obras inéditas de compositores amigos como: As quatro estações (Pinho), Cabou a luz (Fábio Sombra) e Não vi mais meu carro de boi (Mumbuka).
O Grupo é formado por cinco músicos e violeiros profissionais que se conheceram na escola de música CEM (Centro de Estudos Musicais Tom Jobim): Sérgio Penna (viola solo e voz), Cláudio Rugene (viola base e voz), Fabíola Mirella (viola base e voz), Wesley Naberezny (viola solo) e Vinícius Almeida (contrabaixo). Essa formação vem ganhando destaque pelos arranjos bem elaborados das quatro violas e contrabaixo com levadas diferentes e dos arranjos vocais dos três cantores, com linguagem e estilo inconfundíveis, que executam com simplicidade e maestria. Se a festa for boa 'mess', os Matutos ainda levam percussão e acordeom.
Bão sem quantia!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Renato Caetano - caboclo andadô e violeiro bão!


A mistura de estilos é o que pretende o violeiro Renato Caetano. Em contato com a música desde 9 anos de idade quando aprendeu a tocar violão com seu tio, e descendente de família com tradições caipiras, durante seu aprendizado musical, conheceu vários estilos, dentre eles Regional, Popular, Rock, Jazz, Blues, vindo a se tornar um guitarrista de rock e blues, apesar de sempre acompanhar a tradição caipira familiar, perpetuada por seu pai. Em 1998 conheceu o instrumento que viria a marcar de forma definitiva sua carreira musical, fazendo pulsar a tradição familiar: A Viola Caipira. Sua carreira de violeiro se iniciou em 1999, com o Trio Verso e Viola, onde tocava semanalmente no Restaurante Rancho Fundo, onde teve a honra de tocar com Pena Branca e Xavantinho. Participou, como ator e violeiro, do Grupo de contação de Histórias Conta e Encanta de 2000 a 2002, com quem se apresentou na sala Juvenal Dias por 3 vezes, além de vários outros locais como por exemplo, no festival de cultura do Colégio São Francisco de Assis. Foi regente da Orquestra Mineira de Violas de 2002 a 2005 com várias apresentações, dentre elas 2 no Grande Teatro do Palácio das Artes: no aniversário da Rádio Inconfidência e como convidados de Sérgio Reis quando do seu show de aniversário realizado nessa casa. Em 2005 foi diretor musical e arranjador do primeiro CD da orquestra, chamado Concerto Caipira. Membro do Grupo Novos Violeiros, apadrinhado por Chico Lobo, de 2003 até 2006 com apresentações no Bar Reciclo, Alambique e na Expocachaça, além de realizar algumas apresentações pelo interior de Minas no projeto Causos e Violas das Gerais. Fez parte, também, do Grupo Viola Urbana com o qual se apresentou mais uma vez no Grande Teatro do Palácio das Artes em julho de 2007. Com o Viola Urbana também gravou 2 faixas do CD Violando Fronteiras no mesmo ano: Caboclo Andadô e Alegria de Anjo. Porém, sua carreira solo sempre esteve evoluindo em conjunto com os trabalhos em grupos, com apresentações feitas desde feiras beneficentes como o Brincar Musical em 2000, passando por shows na sala Juvenal Dias, em 2002, e até shows fora do estado, como por exemplo, a apresentação no Chão Nativo em Taguatinga em 2004. Em 2006 fez um segundo show na Expocachaça em companhia de Dito Rodrigues e Guê Oliveira, e na UFMG, na 7ª Feira do Vale do Jequitinhonha. Além dessas, participou com vários shows na “Roda de Viola” no Museu do Tropeiro em Ipoema-MG durante o mesmo ano. Atualmente, acompanhado por uma banda, a fusão de estilos conseguiu finalmente fincar âncora no seu novo show, chamado “Que Viola é essa”, onde apresenta releituras de clássicos caipiras e de canções do, assim chamado, Rock Rural, tentado fazer uma união entre esses dois mundos, além de apresentar canções de sua própria autoria. Essa nova roupagem já está dando frutos, pois, em 2008, foi convidado a levar seu estilo de viola a 3 apresentações na terra-máe da viola de 10 cordas: Portugal. Renato Caetano se apresentou em eventos da SETUR-MG na cidade de Lisboa, em um dos quais estavam presentes na platéia autoridades como o Embaixador do Brasil em Portugal, no qual foi bastante aplaudido. Outro fruto dessa estrada é o primeiro CD que também se chama QUE VIOLA É ESSA? onde a presença das influências do blues e do rock asim como de violeiros como Tião Carreio, Almir Sater, e de ícones do folk brasileiro como Zé Rodrix e Renato Teixeira cada dia mais finca raiz na estrada violeira de Renato Caetano.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A viola abençoada de Almir Sater



"Se o que eles estão fazendo é música sertaneja eu faço Rock and Roll" disse Almir Eduardo Melke Sater. O nosso mestre da viola nasceu em Campo Grande, MS, no dia 14 de novembro de 1956. Desde os 12 anos tocava violão. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar direito no Rio de Janeiro. Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira. Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre.
Voltou para Campo Grande e formou com um amigo a dupla Lupe e Lampião, em que era o Lupe. Em 1979 resolveu tentar a sorte em São Paulo SP, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno. Mais tarde, com o projeto Vozes & Violão, apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições. Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, Almir Sater, em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982, RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões. Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que durante três meses percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a musica do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais - cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés - com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador. Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, Trem de lata e Missões naturais. Em 1989 abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville, nos EUA, onde gravou o disco Rasta bonito (1989, Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano.
Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas como Comitiva Esperança (cantada em dupla com Sérgio Reis) e Um Violeiro Toca (gravada por Renato Teixeira) estouravam nas paradas de sucesso. Em 1990-1991 participou da novela A historia de Ana Raio e Zé Trovão, também da TV Manchete, mas em seguida se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música. Gravou ainda Instrumental II (1990, Eldorado), Almir Sater ao vivo (1992, Sony), Terra dos sonhos (1994, Velas) e Caminhos me levem (1997, Som Livre), além de diversas coletâneas. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo da novela O Rei do Gado, da TV Globo. Já em 2006 gravou o cd "7 Sinais", onde apresentou um trabalho moderno e símbolo de sua personalidade, que fez parte da trilha sonora da Novela "Bicho do Mato", da rede Record de televisão, onde também trabalhou como ator, no papel de Mariano.

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Folclórico Violeiro Victor Batista, além da serra do curral.


O violeiro, compositor, cantor, pesquisador da cultura popular produtor cultural Victor Batista. Nasceu em agosto de 1971, na cidade de Belo Horizonte, antiga Arraial Do Curral Del Rey, é o mais moço dos seus seis irmãos. O único nascido na capital. Sua família origina-se das regiões do Noroeste de Minas e Zona da Mata Mineira . Fez sua primeira apresentação no Festival de Cultura da Escola Barão de Macaúbas, com dez anos de idade. Em 1991, recebeu o convite de dois amigos, Ancelmo e do Katito, para entrar no Grupo Pára-Folclórico Congá ( UFMG ). As pesquisas da cultura popular eram feitas em grupo nas cidades do interior das Minas Gerais. A partir destas pesquisas que Victor Batista encontrou a Viola Caipira nas mãos dos Mestres de Folia de Reis, dos Catiras. Nestas pesquisas, conheceu os verdadeiros valores do povo que cultua a Cultura Popular. Mestres e Maestrinas por natureza como: Zé Coco do Riachão, Seu Nelson Jocó, Dona Enestina, Seu Zé da Enestina, Seu Valdomiro, Frei Chico, Lira, e muitas outras. Em 1998, recebeu convite do Gustavo Cortez para compor o elenco do Grupo Sarandeiros. Victor Batista é auto-didata na Viola Caipira e talvez, isso faça do seu ponteio mineiro um dos mais geniais do Brasil. Em 2004 gravou um dos mais belos álbuns da música folclórica brasileira: “Além da serra do Curral” – pelo selo independente Sonhos & Sons - que traz a inspirada “Santo Amaro” onde o violeiro nos apresenta com clareza todos os seus caminhos. Tonico & Tinoco, Tião Carreiro, Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Clube da Esquina, Almir Sater, Taracon, Jethro Tull e os Beatles são suas principais influências. Nos dias 2 e 3 de Abril, às 21h, Victor Batista levará seu recital caipira, suas cantigas e toda a sua poesia rural ao Teatro de Pirenópolis ( GO ) com entrada franca.