Mostrando postagens com marcador cantores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cantores. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A música e os caminhos de Renato Teixeira


Renato Teixeira de Oliveira nasceu em Santos, no dia 20 de maio de 1945. É o nosso bom herói, compositor e cantor brasileiro.
Autor de conhecidas canções, como Romaria (grande sucesso na gravação de Elis Regina),Tocando em frente (em parceria com Almir Sater, gravada também por Maria Bethânia), Dadá Maria (em dueto com Gal Costa) e Frete (tema de abertura do seriado Carga Pesada, além de Amanheceu, entre outros.
Em 1990, apresentou o programa Tom Brasileiro na Rede Record, onde além de cantar, apresentava artistas que valorizavam a música nacional.
ASSIM ELE CONTA SUA HISTÓRIA:


 "Confesso que não é nada fácil ter que contar minha história, desde que nasci. Viver é uma coisa tão normal que não vejo diferença nenhuma entre a vida de um artista, com a de qualquer pessoa. Num determinado momento, entretanto, porque atuamos na área de comunicações, as coisas que fazemos ganham notoriedade e a curiosidade aumenta. Então a gente conta alguma coisa.

A música, em Ubatuba, já fazia parte do meu dia-a-dia. Das atividades familiares a que mais me interessava era a música; todos tocavam e alguns eram, verdadeiramente, músicos.

Eu poderia ter sido fogueteiro como meu avô Jango Teixeira, que tocava bombardine na banda. Poderia ter sido professor como meu avô paterno, Theodorico de Oliveira, que tem uma linda história intelectual com a poesia e a literatura. Mas a música não me deixou espaços.

Quis ser arquiteto; descobri que foi por causa de um verso de Manuel Bandeira, pregado na parede de atelier do Romeu Simi. Passou a arquitetura, ficou o verso.

Vim para São Paulo no final dos anos sessenta, por indicação de Luiz Consorte que colocou uma fita com minhas músicas nas mãos de seu tio, Renato Consorte que a enviou para os ouvidos do Walter Silva. Dei sorte! O Walter era um grande promotor de novos artistas e um homem muito conhecido nos meios de comunicação. As portas se abriram e, logo, eu estava no Festival da Record de 67. Minha música era Dadá Maria e foi defendida pela Gal Costa, também em começo de carreira, e pelo Silvio César. Mais, no disco do festival, quem canta com Gal sou eu. Foi minha primeira gravação.

Participei daquela fatia da história da MPB como um espectador privilegiado. O que vi e o que fiz nessa época, não cabe no release. Uma hora eu conto.

Sempre procurei conhecer a nossa história musical, ouvir todas as canções e todos os gêneros. Do samba à música caipira. Em tudo que ouvi sempre me deparei com o talento e a vocação dos compositores brasileiros.

A geração musical que frutificou da Bossa Nova, nos anos sessenta era chocante. Uma linda síntese de tudo que aconteceu de essencial na música brasileira até então. Foi uma festa.

Ouvi a Banda do Chico em São José dos Campos, antes do festival e foi um impacto inesquecível. Ainda morava em Taubaté.

Ouvi Milton Nascimento antes do sucesso, e era deslumbrante. Todos que o conheceram nessa época, já tinham por ele uma admiração que só os grandes mitos podem desfrutar. Víamos e ouvíamos Elis, todos os dias.

Assisti bem de perto o surgimento do Tropicalismo, uma espécie de preparação mental para a chegada do terceiro milênio.

Virada dos anos sessenta para os setenta...a música silenciou.

Fui fazer jingles publicitários para sobreviver. Acontece que gostei muito do assunto. Pequenas canções anunciando produtos. Enquanto atuei nessa área consegui realizar um bom trabalho, pois criei jingles que fizeram muito sucesso como aqueles do Ortopé, do Rodabaleiro e do Drops Kids Hortelã, que muita gente lembra até hoje.

Nesse tempo já havia me identificado totalmente com a música caipira. Participei efetivamente da Coleção Música Popular Centro Oeste/Sudeste do Marcos Pereira onde gravei algumas canções; entre elas Moreninha Se Eu Te Pedisse.

Com meus lucros publicitários e em parceria com Sérgio Mineiro, criei o Grupo Água, que nós dois bancávamos. Tocávamos sem visar lucros. Foi com esse grupo que consegui assimilar o espírito da música da cultura caipira e projetá-la de uma forma contemporânea para todo o Brasil.

Tocamos muitos anos juntos até que, um dia, a Elis gravou Romaria e convidou o grupo para acompanhá-la na gravação. Foi um grande sucesso que mudou minha carreira e criou um grande espaço para que a música do interior paulista invadisse o mercado.

Hoje vivemos um processo seletivo e a tendência é que, cada vez mais, as pessoas entendam o que Elis quis dizer, quando gravou Romaria.

A parceria com Almir Sater é um grande momento na minha história. Juntos conseguimos alguns sucessos que são fundamentais para a sustentação das nossas carreiras. As mais conhecidas são Um Violeiro Toca e Tocando Em Frente. Almir foi o primeiro artista que entendeu o que Elis quis dizer, e fez uma revolução mágica com a viola caipira. Almir transcende a qualquer violeiro que já existiu.

Outra parceria importante foi com a dupla Pena Branca e Xavantinho. Nosso encontro foi em Aparecida do Norte no início dos anos oitenta e, juntos, gravamos o disco Ao Vivo em Tatuí, que se transformou num marco no gênero. Aprendi muito com esses dois companheiros, verdadeiros representantes da cultura caipira. A morte de Xavantinho foi prematura. Sua partida impediu que pudéssemos usufruir mais da voz deste que, na minha opinião, foi um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos.

Meu projeto de vida é dar continuidade ao meu sonho de divulgar e difundir cada vez mais o espírito do caipirismo valeparaibano; não pela repetição das velhas formas e sim pelo potencial que esse Universo cultural oferece para que, como sempre, a música brasileira avance em direção ao futuro, coerente com a evolução, naturalmente moderna."

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tor, um cantor country de maus hábitos. Felizmente!





Nascido no dia 1º de Novembro de 1970, no interior do Estado de São Paulo, Tor conseguiu atenção nacional, como fundador, vocalista e compositor do grupo Zumbis do Espaço, o qual se caracterizou por sua explosiva mistura de Punk Rock com Country, Heavy Metal e Rockabilly, aliada a uma temática que remetia aos filmes de terror e violência assim como os tradicionais Westerns. À frente dos Zumbis do Espaço gravou 8 álbuns e 1 dvd ao vivo, fora a participação em inúmeras compilações ao redor do mundo, além de centenas de shows, que lhes trouxeram a reputação de um dos maiores e mais selvagens expoentes da música alternativa brasileira. Em sua carreira solo ele lançou seu primeiro álbum, totalmente autoral, intitulado: ‘Maus Hábitos e Promessas Quebradas’. Uma coleção de 10 canções que abordam a vida na estrada, os bares, amores achados e perdidos, pecado e a busca por redenção. A música de Tor não é para ser definida com rótulos, pois durante toda sua carreira ele vem se portando como um verdadeiro ‘rebelde fora da lei’ perante o mercado fonográfico e a indústria do entretenimento, seja a frente do Zumbis do Espaço, ou de seu antigo selo Thirteen Records, que lançou e/ou revelou bandas como: Forgotten Boys Hateen, Garage Fuzz, Carbona, Rock Rocket, Street Bulldogs, Butcher´s Orchestra, Nitrominds, Lava, Crazy Legs, entre outras. Em ‘Maus hábitos e promessas quebradas’, o cantor e compositor mergulha fundo em suas influências, e como ele sempre disse, muito antes de conhecer Ramones ou Black Sabbath na adolescência, ele cresceu rodeado pelos velhos discos de Inezita Barroso, Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Demônios da Garoa, Tião Carreiro e Pardinho, Milionário e Zé Rico, Tim Maia, entre tantos outros.
Bio - Release do Artista
Arquivo do Blog

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Rock do Mato de Zé Geraldo

Nascido em Rodeiro, na Zona da Mata mineira, e criado em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, o cantor e compositor Zé Geraldo caiu na estrada cedo. Com 18 anos foi estudar e trabalhar em São Paulo, ainda com o sonho de se tornar jogador de futebol. Mas um acidente automobilístico mudou o rumo de sua história e, com pouco mais de 20 anos, suas jogadas foram transformadas em versos e canções. Durante oito anos sua vida foi dividida entre os estudos, o trabalho e os palcos dos bailes da periferia paulistana nos finais de semana. ZeGê, como era conhecido nos anos 70, lançou três compactos e um LP pela gravadora Rozemblitt. Mas o romantismo de ZeGê não satisfazia sua alma de artista, desprovido de rótulos. Entre 75 e 78 participou e foi premiado em inúmeros Festivais até gravar, em 1979, seu primeiro disco como Zé Geraldo, “Terceiro Mundo” (CBS). Ainda pela CBS lançou “Estradas” (80) e “Zé Geraldo” (81). Músicas como “Cidadão”, “Como Diria Dylan” e “Senhorita”, indispensáveis no repertório de seus shows, fazem parte desta primeira safra de gravações, assim como "Rio Doce", com a qual participou do Festival MPB-Shell de 1980, e "Milho aos Pombos", que o tornou conhecido em todo o Brasil no mesmo festival promovido pela Rede Globo, em 1981. Duas de suas músicas foram temas de novelas da Rede Globo: "Semente de Tudo" (Livre para voar) e "São Sebastião do Rodeiro" (Paraíso). Com mais de 30 anos de carreira, ZG tem 15 discos lançados, fora coletâneas e compactos. Com o Duofel lançou o cd “Acústico” (1996/Paradoxx) e com o amigo de muitos anos, Renato Teixeira, gravou “O Novo Amanhece” (2000/Kuarup). Seu primeiro DVD/CD “Um Pé no Mato – Um Pé no Rock”, foi lançado em junho de 2006. Gravado Ao Vivo em 2005, no Teatro do Sesc Pompéia, SP. Seus versos são cantados em uníssono por um público fiel, que acompanha seus shows em Teatros, Feiras, Exposições e Ginásios. Como diria seu amigo, o cantor e compositor Guarabyra, “A sua voz ecoa nos rodeios e nas universidades fazendo sonhar, fazendo sorrir e dançar. Zé Geraldo é um brasileiro e tanto”.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Lambrusco Bola e A Nova Ordem do Blue Grass Descontraído Brasileiro

Lambrusco Bola faz estrondo com um pouco de música Infantil, vinda de um coração venéfico, ao som do banjo e uns fraseados na gaita rebolando na percussão de um impávido ralador de queijo. Isso não é pouco. É uma ascensão de quem quer bancar as expectativas dos dedicados cowboys garimpeiros babados. Daí, o cara canta: “Não devia correr desse jeito. Te peço perdão por não ter nem noção. Mas saiba motivo eu tive . Até minha Zorba taquei, ela, fora . Anterior uma noite exagero na gula . Feijoada “foi quase dois porco” . Pensava seria uma bufa, um silêncio . Eu freei corri nem pensei”.
Lambrusco rodava por aí como muita gente que acha que vai ser descoberta quando viu Thaysa. Desde a primeira troca de idéia o assunto já foi música numa conjuntura de beijos na boca e um namoro marcado. Depois disso, canções rolaram sem parar. Imaginem um Hillbilly em metamorfose, gravando na loja em que trabalha, tirando um Train Feel nas teclas da calculadora do patrão, raspando um beat no aspiral do caderninho velho, sem ter que amargar sua solidão num Sertanejo Universitário? Não? E um caipirão que gosta de Curtis Eller, Bode Jepeth, Rock Rocket, Garotos Podres, Os Pedrero e tem nas veias um romantismo não muito convencional? É o Lambrusco.
Com reverência e sem ajuda de custo, porque Hillbilly de verdade não gasta nada, o bom rapaz conquistou o amor da admirável Thaysa, cantando: “Acho que já aconteceu com todo mundo .
Aquela menina que conheceu agorinha . Rola aquele clima legal . Mas naquele dia você bateu aquele repolho envenenado . FLATO AMOR . Vou te dizer que nunca fui eu mesmo . Vou te dizer eu sempre faço mesmo . Faço, pois na sua frente eu segurei .
Cara de paixão eu disfarcei...
E ele aproveita pra se divertir. Nós também!
www.tramavirtual.com.br/lambrusco_bola

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A Lenda de Bob Nelson

"Sem seu coldre bordado a ouro
Roupa de brim em vez de couro
Sem uma estrela pra por no peito
Que é sua por lei e por direito ...
Seguindo rastros no asfalto

Sem ter mocinhas pra salvar
Sem o relincho amigo
Do seu cavalo Raio de Luar ...
Assim não dá
Lutando contra os índios daqui mesmo
Sem nenhum dólar furado pra furar
Sem desfazer dos demais heróis
Fica sendo o mais teimoso dos cowboys
Que eu vi
Bob Nelson, o único cowboy daqui "


Erasmo Carlos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O 1° COWBOY DO BRASIL


Bob Nelson foi o primeiro a cantar country no Brasil . Natural de: Campinas, SP, Brasil nascido no ano de 1918 . Foi caixeiro-viajante, na década de 30, começou sua carreira artística na Rádio Educadora de Campinas. Depois, mesmo diplomado pela Escola de Comércio de Campinas, comtinuou cantando em bailes, rádios e Big Bands. Nos distantes anos 40, os atores Gene Autry e John Wayne eram os heróis da garotada e deles vieram a inspiração para o novo visual de Bob Nelson. Por sua qualificada interpretação na versão de “Oh Suzana” - de Stephen Foster - faturou em 1943 o prêmio da Rádio Cultura de São Paulo e vendeu 300.000 cópias "o fino" para uma época de Marchinhas e romãnticos seresteiros. Desde então, passou a gravar músicas do estilo country. . Bob tinha um jeito " Yodel" de cantar e uma maneira bem apropriada de escrever canções para os amantes dos filmes de “Mocinho & bandido”. Seus maiores sucessos são: “Eu tiro o leite”, “Meu cavalo”, “Vaqueiro do Oeste”, “Alo xerife” e “Okey Johnny” entre outros. Bob Nelson também buscava sua evolução em músicas inéditas de muitos compositores brasileiros como: Nelson Teixeira, José Cunha, Victor Simom, Pedro Paraguassu e Haroldo Barbosa. Nessa ocasião, Assis Chateaubriand, todo-poderoso dono das Associadas, estava empenhando em homenagear, na Tupi, o oficial-comandante americano do Atlântico Sul. Teve uma de suas idéias: "Rapaz, pegue este dinheiro, vá à loja Sloper e compre uma roupa completa de cowboy. E cante Suzana, pois o homem é do Texas!"
"- O americano gostou tanto que subiu no palco para abraçar. Ele era muito alto. Abracei ele no joelho!"
Nesse mesmo ano de 1943, vai atuar no Cassino Ahú, de Curitiba, a 300 cruzeiros por noite! A seguir faz todo o circuito das bases militares, até Natal e Fernando de Noronha. Na volta, Ziembinski o convida para ir ao Rio de Janeiro, onde atua na Rádio Tupi e no Cassino Atlântico, a 500 cruzeiros por noite, com mais sucesso até que Gregório Barrios e Libertad Lamarque. Como a Tupi ficasse em atraso de pagamento por quatro meses, tenta leiloar nos corredores, com colegas, seus vales e é expulso pelo diretor. Assis Chateaubriand, que o chamava de "cowboy sem cavalo", chega pouco depois e dá-lhe razão: "Atrasou, não pagou, faz leilão dessa porcaria!" Haroldo Barbosa sem demora o recomenda a Victor Costa, diretor da Nacional. Mesmo já sabendo de seu sucesso, quer testá-lo num programa de auditório. Não deu outra: contrato imediato. Daí em diante o Vaqueiro Alegre, seu slogan, faz-se astro do disco e da Rádio Nacional, emendando um sucesso após outro.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

BOB NELSON, UM VAQUEIRO APAIXONADO.


Os anos dourados se foram e o “Vaqueiro Apaixonado” se mandou para o Rio de Janeiro, fez os filmes: Segura Esta Mulher (1946), Este Mundo É um Pandeiro (1947), É com Este Que Eu Vou (1948), Estou Aí (1949) Malandros em Quarta Dimensão (1954) O Vale do Canaã (1970), Os Herdeiros (1971) e no ano de 1976, anunciou sua aposentadoria.
Valeu Nelson Roberto Perez!
O Bob Nelson... O primeiro cowboy do Brasil.